Jornal do Campeche
Florianópolis, 08 de setembro de 2010
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Novo plano diretor da capital avança sob polêmica
Depois de romper com o sistema de núcleos distritais no final de 2008 e contratar uma empresa para elaborar o futuro plano diretor da capital em 2009, a Prefeitura anuncia a realização, na primeira quinzena de fevereiro, de novas oficinas abertas à participação popular, para alinhavar o texto final do futuro projeto, que deverá ser encaminhado para apreciação da Cãmara de Vereadores. O presidente do Instituto de Planejamento Urbano da capital (IPUF), Átila Rocha, tem declarado, em entrevistas na mídia local, que a meta é despachar o projeto à Câmara em março.
A iniciativa contudo é vista com reticência por lideranças remanescentes dos núcleos distritais desativados, no Sul da Ilha. O representante do Pântano do Sul, Gert Schinke, acha que o objetivo dos eventos seria apenas o de legitimar o processo comandado pela Prefeitura, à revelia dos núcleos distritais. Representantes dos núcleos ingressaram na Justiça na tentativa impedir o andamento do processo de elaboração do plano sob as atuais condições. “Eles estão querendo usar a população para criar o fato consumado”, afirma.
O delegado substituto do Campeche, Ataíde Silva, entende que a Prefeitura virou as costas às comunidades, e querem impor um plano concebido em gabinetes, à revelia das populações atingidas. Além das divergências de rito na condução do processo, dirigentes vêem impasses incontornáveis do ponto de vista técnico, em relação ao modelo defendido pelo governo. “Eles querem transformar o Campeche numa mini-cidade, com 300 mil habitantes até 2030, e isso nós não vamos aceitar”, assinala Silva.
A diretora de Planejamento do IPUF, Cristina Piazza, nega que o plano esteja sendo vedado à participação popular. Segundo ela, todo material elencado ao longo de 30 meses em que foi discutido pelas comunidades, com a participação do IPUF, será levado em conta na elaboração do texto final a ser enviado à Câmara. “Todo esse rico trabalho feito pelas comunidades, nós não vamos eliminar”, afirmou. A dirigente ressaltou que após as oficinas, antes de ser finalizado o projeto, será convocado um audiência pública para concluir o processo. (Foto: Divulgação/JC)



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